Exclusivo/ O Dia a Dia dos Povos Indígenas que Ocupam a Entrada do Porto da Cargill em Santarém, Pará!!!
Quase Trinta dias após ocuparem a entrada do Porto da Cargill, em Santarém, centenas de integrantes das etnias tradicionais vivem todos os dias uma rotina causticante, que exige sacrifícios diários de mulheres e crianças...
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| Repórter Carlos Cruz e Indios das Tribos Panará e Kayapó, Mato Grosso |
Como se não bastasse tamanho sofrimento e desgaste social, moscas por toda parte, obrigando a uso de repelentes e inseticidas; equipes médicas, cedidas por programas de saúde de assistência indígena, fazem trabalho de prevenção, mas muitos sofrem com mal estar e insolação; a medicina natural aplicada pelo Pajé Nato, segue em sincronia com a medicina "dos homens de jaleco branco", mas estar longe de seu habitat, torna os povos tradicionais "peixes fora d' água".
Em um mesmo cenário nada convencional aos indígenas, refeições são servidas, seguidas todos os dias de uma longa fila em busca de um prato de comida.
Os que não podem estar na "barraca de comida", são servidos no próprio local onde estão alojados, ainda que precariamente...
No sol ou na chuva, centenas de pessoas, todos os dias, são obrigadas a estar presentes a esta exposição desumana e degradante...
Motivo/ O Ato de ocupação do Porto Cargill, acontece por conta da força guerreira dos povos tradicionais, que exigem a derrubada do Decreto nº 12.600/2025, assinado pela Presidência da República, que inclui hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Plano Nacional de Desestatização (PND), possibilitando a privatização de serviços como a Dragagem.
E determinam; “enquanto não for revogado o Decreto do governo federal, nós vamos permanecer acampados aqui”.
Para quem assiste este sacrifício diário, na ocupação da entrada do Porto Cargill, este cenário nada tem de agradável...
O Progresso e o Desenvolvimento são inevitáveis, todos sabemos!!!
Mas que esse Desenvolvimento ,seja feito de forma sustentável e com o devido respeito ao povo e a história que todos os dias é cantada e escrita, através da Cultura,em cada palmo de Mata e de Vida que vive na região do Tapajós.
A natureza e os povos Tradicionais, agradecem!!!
P.S; Dedico este texto a meu amigo irmão Jefferson Miranda, o " sardade”.
E ao Ednairo, Amigo Certo das Horas Incertas”.
Deus Sempre Conosco!!! Sempre!!!
























Muito boa a matéria, parabéns meu irmão!
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