Exclusivo/ O Dia a Dia dos Povos Indígenas que Ocupam a Entrada do Porto da Cargill em Santarém, Pará!!!

Quase Trinta dias após ocuparem a entrada do Porto da Cargill, em Santarém, centenas de integrantes das etnias tradicionais vivem todos os dias, uma rotina causticante, que exige sacrifícios diários de mulheres e crianças.

Repórter Carlos Cruz e Indios das Tribos Panará e Kayapó, Mato Grosso
Diariamente, doações são feitas nos postos de arrecadação; Ongs e pessoas comuns também dão sua contribuição.Reuniões plenárias são feitas, mas os indígenas esperam muito mais do que palavras bonitas e promessas políticas; buscam soluções; 



Os Parentes, como são conhecidos entre eles, são integrantes originários de 14 povos indígenas do Baixo Tapajós, e também integrantes tradicionais Mundurukus do Alto e do Médio Tapajós, Panará e Kayapó do Estado do Matogrosso.



Durante o dia,  indígenas que lutam pela revogação do Decreto de Dragagem do Rio Tapajós, vivem uma rotina que exige sacrifícios, principalmente de crianças e mulheres.
Banheiros químicos, são utilizados para necessidades mais urgentes; homens e mulheres passam momentos de sufoco, tendo que improvisar acampamentos, e à noite, passam pelo desconforto de dormir quase por cima uns dos outros; diante da falta de água insuficiente, passando sol causticante, chuva e temporal, lutando contra as intempéries, tendo que prover suas famílias com o que possuem..



As crianças seguem uma rotina que não estão acostumadas, e que causa mal estar e desconforto; junto com professoras dedicadas, cedidas pelo governo municipal através da Semed,120 a 130 crianças, utilizam uma tenda improvisada,com palha e madeira- apesar das dificuldades presenciadas- funciona como escola com várias turmas e idades em níveis escolares diversos.

Como se não bastasse tamanho sofrimento e desgaste social, as refeições são seguidas todos os dias de uma longa fila em busca de um prato de comida.  

No sol ou na chuva, centenas de pessoas, todos os dias, são obrigadas a se expor a esta exposição desumana e degradante.





Motivo/ O Ato de ocupação do Porto Cargill, acontece por conta da força guerreira dos povos tradicionais, que exigem a derrubada do Decreto nº 12.600/2025, assinado pela Presidência da República, que inclui hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Plano Nacional de Desestatização (PND), possibilitando a privatização de serviços como a Dragagem. 
Os indígenas entendem e confirmam; “o processo de dragagem altera o curso da água e põe em risco a pesca, os territórios e os modos de vida tradicionais.

E determinam; “enquanto não for revogado o Decreto do governo federal, nós vamos permanecer acampados aqui”.



Para quem assiste este sacrifício diário, na ocupação da entrada do Porto Cargill, este cenário nada tem de agradável...



O que se percebe é que nossos irmãos indígenas tem esperanças que o Decreto Presidencial seja revogado, e que “o sol da esperança em dias melhores, queime a chama ganância de alguns homens “poderosos" que não conhecem  o espírito que repousa e guarda cada  alma da natureza, seja Mata, Rio ou Vida Simples e Natural.

O Progresso e o Desenvolvimento são inevitáveis, todos sabemos!!! 

Mas que esse Desenvolvimento ,seja feito de forma sustentável e com o devido respeito ao povo e a história que todos os dias é cantada e escrita, através da Cultura,em cada palmo de Mata e de Vida que vive na região do Tapajós. 

A natureza e os povos Tradicionais, agradecem!!!

Fala do Cacique da Tribo Panarå, de Mato Grosso, na Plenária 

P.S; Dedico este texto a meu amigo irmão Jefferson Miranda, o " sardade”.  

E ao Ednairo, Amigo Certo das Horas Incertas”.

Deus Sempre Conosco!!! Sempre!!!


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