Absurdo!!! Minério Ilegal da Amazônia Abastece Gigantes da Tecnologia!!!

Investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) revelaram que a cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, e do Parque Nacional dos Campos Amazônicos integrou a cadeia de fornecimento de multinacionais como Apple, Microsoft, Amazon, Sony e Disney, segundo a apuração da imprensa local.

O esquema consistia na falsificação de documentos e na mistura de minério ilegal com material de origem legal para dar aparência de regularidade ao produto. 

Garimpo ilegal de ouro em área de preservação da floresta amazônica em Itaituba, no Pará 03/09/2021 REUTERS/Lucas LandauCrédito: REUTERS/Lucas Landau

A empresa White Solder, com sede em Ribeirão Preto (SP) e unidades em Manaus (AM) e Ariquemes (RO), é apontada como um dos principais alvos. A companhia é acusada de receber e beneficiar o material para inseri-lo no mercado formal.

Entre 2020 e 2025, a estrutura teria movimentado pelo menos R$ 200 milhões. Documentos apreendidos indicam que, apenas entre maio e agosto de 2021, circularam mais de 525 toneladas de cassiterita ilegal. A Cooperativa de Produtores de Estanho do Brasil (Coopertin), com sede em Boa Vista, também é acusada de emitir a documentação fraudulenta.

A investigação detalha que a cassiterita de Roraima era levada para Ariquemes, em Rondônia, onde era misturada a cargas autorizadas. Após a fundição e refino, o material se transforma em lingotes de estanho, processo que apaga as características físicas da origem do minério, dificultando o controle da cadeia. A Agência Nacional de Mineração (ANM) confirmou que não existe no país uma ferramenta nacional de rastreabilidade para esse mineral.

O MPF denunciou a White Solder, a Coopertin, a Cataratas Poços Artesianos e a TARP Táxi Aéreo, além de seis empresários e operadores. A ação inclui pedidos de reparação que somam R$ 1,7 bilhão por danos ambientais e patrimoniais. Desse valor, R$ 100 milhões seriam destinados ao povo Yanomami por danos morais coletivos e R$ 43 milhões por danos materiais.

A perícia federal identificou ainda a presença de minerais estratégicos, como monazita e columbita, nos rejeitos do processamento. Esses elementos são utilizados em setores de alta tecnologia e energia. No Parque Nacional dos Campos Amazônicos, vistorias de 2024 registraram a devastação de 193 hectares de floresta e a existência de 15 pistas de pouso clandestinas.

Carla Fernandes 






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