Projeto "Aromas da Amazônia" Promove Geração de Renda para Mulheres do Residencial Salvação!!!
A valorização da biodiversidade amazônica e a geração de renda para mulheres do Residencial Salvação ganham protagonismo a partir de hoje, sexta-feira (27), com o início das oficinas do projeto “Aromas da Amazônia”, que capacita participantes na produção de aromatizador natural a partir de insumos da floresta.
A iniciativa é contemplada pelo Edital de Chamamento Público nº 001/2025 – PNAB, do Município de Santarém, fortalecendo ações de cultura, bioeconomia e economia criativa no território.A primeira turma foi realizada das 8h às 18h, no Espaço da SEMDEC, com foco na produção de aromatizadores naturais à base de patchuli, planta tradicional da região.
Amanhã, sábado (28), o projeto segue com a segunda turma, desta vez dedicada à produção com priprioca, ampliando o repertório técnico das participantes.
Ao todo, 22 mulheres serão beneficiadas nas duas turmas, divididas em grupos de 11 por dia. Durante a formação, serão produzidos aproximadamente 160 aromatizadores naturais, fortalecendo o potencial da bioeconomia como alternativa concreta de geração de renda sustentável. Todas as participantes recebem gratuitamente os insumos e ferramentas necessários para a produção, além de transporte, lanche e almoço, garantindo inclusão e permanência ao longo das atividades.
Idealizado e conduzido por Lígia Santana, artesã, oficineira e CEO do Harmoniza Corpo e Alma, o projeto nasce da experiência com terapias naturais e da produção artesanal de cosméticos, aliada à necessidade de ampliar oportunidades de capacitação e autonomia financeira para mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Trabalhar com patchuli e priprioca é valorizar nossa floresta e mostrar que é possível empreender com identidade amazônica. O projeto fortalece a autonomia dessas mulheres e incentiva o uso sustentável dos recursos naturais”, destacou a idealizadora.
Durante as oficinas, as participantes também recebem orientações sobre apresentação dos produtos e estratégias de comercialização, ampliando as possibilidades de inserção na economia criativa local.
Edilene Xavier, autônoma e uma das alunas da primeira turma ressaltou o impacto da formação. “Eu nunca tinha produzido um aromatizador natural. Aprender todo o processo e entender que posso vender isso me deu mais confiança. É uma oportunidade de renda e de acreditar no meu potencial”, afirmou.
A culminância do projeto será a exposição pública dos produtos nos dias 2, 3 e 4 de março, no Centro de Artesanato Cristo Rei, ampliando a visibilidade das participantes e incentivando o consumo consciente e o fortalecimento da produção local.
Mais do que oficinas técnicas, o “Aromas da Amazônia” se consolida como uma ação de inclusão produtiva que integra cultura, sustentabilidade e bioeconomia, reafirmando o protagonismo feminino no desenvolvimento da região.
O Impacto

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